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“Valérian e Laureline”

 

Deixamos a sugestão de uma coleção de livros de clássicos da BD para o quente agosto que se aproxima, absolutamente imperdível para todos os fãs de banda desenhada:

A par da recente estreia do filme “Valérian” no dia 27 de julho, o PÚBLICO e a ASA iniciaram na véspera a edição da coleção “Valérian e Laureline” da autoria de Pierre Christin (argumento) e Jean-Claude Mézières (desenho).

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Esta coleção especial, resultante da parceria ASA/Público, é composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados de Valérian e Laureline, os intrépidos agentes espácio-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galático Terrestre no séc. XXVIII.

Os volumes da coleção vão surgir nas bancas dos jornais às quartas-feiras.

Para saber mais, V. blogue Bandas Desenhadas e blogue As leituras do Pedro

 

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Sugestões de leitura para o Dia dos Avós

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David Walliams

 

David Walliams (David Edward Williams) nasceu em Inglaterra em 20 de agosto de 1971, e é um autor premiado, apresentador, ativista e ator britânico de comédia, conhecido pela parceria com Matt Lucas, na série da BBC One Little Britain. e pelas intervenções hilariantes no conhecido programa Britain’s Got Talent. Em 2008, tomou o mundo da literatura infantil de assalto e é, atualmente, o autor de crescimento mais exponencial no Reino Unido. Os livros de David Walliams estão traduzidos em 46 línguas, venderam mais de 12,5 milhões de exemplares em todo o mundo, e obtiveram um impacto sem precedentes na crítica, que o compara a um dos mais emblemáticos autores de sempre no género, Roald Dahl.

Os seus livros são chamadas de atenção que focam problemas como a solidão, o abandono e as fragilidades de crianças e idosos, a adolescência, o preconceito, o materialismo, realçando  a importância do respeito, da amizade, da lealdade, da tolerância e da imaginação entre gerações.  Entre os seus livros, destacamos dois, particularmente pertinentes neste Dia dos Avós:

Avozinha

A “Avozinha Gangster” conta-nos uma belíssima e comovente história do amor de uma avó pelo seu neto e deste por ela e que alerta para a imensa solidão e abandono a que os idosos são muitas vezes votados pelas suas famílias.

 Este livro foi adaptado para filme televisivo de 66 minutos, para a BBC One, tendo estreado no Reino Unido a 26 de dezembro de 2013.

 

Avô

“A Incrível Fuga do meu Avô” narra com mestria o percurso dramático de um herói aviador da 2.ª Guerra Mundial, de pessoa importante a pessoa sem importância, para a família e para a sociedade, ao envelhecer e desenvolver a doença de Alzheimer. Mais uma vez um alerta para a falta de atenção, cuidados e amor das famílias pelos mais velhos, facilmente esquecidos por todos em lares de idosos.

Nesta história, apenas o neto parece compreender o avô, nutrindo por ele um imenso amor, lealdade, compreensão e admiração, vivendo com ele aventuras inesquecíveis, reais e imaginadas. Um livro especialmente glorioso, inspirado no avô do autor, que foi piloto da R.A.F. durante a 2.ª Guerra Mundial.

Dois livros fundamentais de homenagem aos avós, que nos comovem e alertam sobre os problemas dos idosos e que nos lembram da ligação especial que se estabelece entre os avós e os netos através do convívio, admiração, amor, tolerância e respeito mútuos, tão necessária ao amparo de uns e crescimento de outros.

Estes livros, ilustrados por Tony Ross, foram originalmente editados pela editora britânica Harper Collins e publicados em Portugal pela Porto Editora.

Plano Nacional de Leitura
Recomendados para o 5º ano de escolaridade, destinados a leitura autónoma, que a Biblioteca Escolar recomenda vivamente.

Fontes:

Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Walliams

Porto Editora: https://www.portoeditora.pt/autor/david-walliams

Blogue Deus me Livro: http://deusmelivro.com/mil-folhas/a-incrivel-fuga-do-meu-avo-david-walliams-20-10-2016/

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A Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências N.º2

 

Já se encontra disponível na Biblioteca Escolar e sala de Professores da escola sede do nosso agrupamento o número 2 do volume 5 da Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências, distribuído gratuitamente pela Rede de Bibliotecas Escolares de Coimbra pela Casa das Ciências.

Esta revista encontra-se disponível também em formato digital pdf e EPUB, podendo ser descarregada a partir do “website” da Casa das Ciências:

 [http://rce.casadasciencias.org/rceapp/].

 

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Qual é a origem da língua portuguesa?

MARCONEVES
Marco Neves

Marco Neves, segundo as suas próprias palavras, “tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor. Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. Para lá das profissões, os amigos sempre lhe reconheceram a pancada das línguas.

Nasceu em Peniche e vive em Lisboa. É director do escritório de Lisboa da empresa de tradução Eurologos e professor de várias disciplinas de Prática da Tradução na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Escreve no blogue Certas Palavras sobre línguas, livros e outras viagens.

É autor dos livros Doze Segredos da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2016) e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2017).”

No artigo “Qual é a origem da língua portuguesa?”, em resposta à pergunta de um leitor e seguidor do seu blogue Certas Palavras, Marco Neves explica-nos os percursos de origem e evolução da nossa língua.

(…)

O português vem do galego?

Enfim: todos nós que dizemos falar português e todos os que dizem falar galego falamos qualquer coisa que teve origem nos falares da Galécia, ali no noroeste da Península. Durante séculos, o latim trazido pelos soldados e colonos romanos e adquirido por toda a população foi sofrendo transformações — não as podemos ver em tempo real, porque ninguém as registava ou escrevia, mas, muitos séculos depois, quando finalmente a língua começou a ser escrita, havia nesse território uma língua já formada, com verbos próprios, com formas próprias, com características que a identificam e a distinguem das outras línguas em redor.

O que chamavam as pessoas a essa língua que já era, em muitos aspectos, a nossa? Não lhe chamavam nem galego nem português: chamavam-lhe linguagem, com toda a probabilidade. Era a língua do povo. Nós, agora, olhando para trás, podemos chamar-lhe «português», o que não deixa de ser anacrónico, ou «galego», o que não deixa de assustar algumas almas mais sensíveis, ou «galego-português», para agradar a gregos e a troianos (como se esses fossem para aqui chamados). Na escrita, durante todos esses séculos do primeiro milénio, o latim continuou rei e senhor.

Quando Portugal se tornou independente, começámos a usar a língua que existia no território, que era ainda apenas o Norte. Não a escolhemos de imediato, pois nos primeiros tempos o latim ainda foi a língua oficial. Mas, devagar, a língua que era de facto falada começou a infiltrar-se nos textos escritos, às vezes de forma imperceptível, outras vezes de forma mais clara.

O país expandiu-se para sul e, com ele, veio a língua, claro. O português nasceu nesse canto noroeste e expandiu-se até ao Algarve (e, mais tarde, até além-mar). Por alturas de D. Dinis era já a língua oficial.

Depois, no final do século XIV, temos revoluções, a batalha de Aljubarrota… — a nobreza nortenha perde influência, a burguesia lisboeta alça-se à posição de classe dominante (e tudo o mais que faz parte da História). Lisboa é agora a capital e a nação esquece-se que a língua veio do norte, não foi criada em todo o território nacional. O que se falava em Lisboa seria esse galego-português que viera para sul com a Reconquista. Houve, claro, algumas intrusões do moçárabe, a linguagem latina do sul (com muitos arabismos). Mas, nas suas estruturas e características principais, a língua que Portugal assumiu como sua é a língua criada na Galécia: não houve um ponto em que o galego e o português se tivessem separado claramente.

Influências castelhanas no português literário

Não houve um ponto em que o galego e o português se separassem claramente. Mas há, isso sim, algum afastamento da língua padrão em relação ao que se fala mais a norte. Muito desse afastamento fez-se também por causa das influências externas. (…)

Para continuar a ler este artigo e outros: http://www.certaspalavras.net/qual-e-origem-da-nossa-lingua/

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V5/01 – Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências

A Casa das Ciências, do Porto, acaba de lançar um novo número da revista V5/01 Revista de Ciência Elementar, de periodicidade trimestral. Este número de março de 2017 apresenta artigos científicos, notícias educativas e sugestões de visitas a locais de interesse científico e pedagógico.

Com o objetivo de divulgar o potencial pedagógico da sua revista, a Casa das Ciências ofereceu dois exemplares a cada biblioteca escolar das escolas de 2.º/3.º Ciclos e de Ensino Secundário de Coimbra. Na biblioteca escolar da escola sede do nosso agrupamento temos um exemplar desta revista para consulta presencial, e outro exemplar foi deixado na Sala dos Professores.

Esta revista pode ser lida em formato papel, PDF ou EPUB, no website da Casa das Ciências.

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A Casa das Ciências é um portal de base colaborativa que recolhe, valida e divulga materiais digitais para servir os professores de ciências dos vários níveis de ensino.

Para visitares o website da Casa das Ciências, clica aqui:

http://www.casadasciencias.org/cc/

Para leres a revista em formato digital, clica aqui: rce_v5n1

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Miúdos a votos: Quais os livros mais fixes? – Resultados eleitorais

Na quarta-feira, dia 26 de abril, foram publicados os resultados eleitorais do concurso “Miúdos a votos: Quais os livros mais fixes?” na revista Visão Júnior (versão digital).

No concurso participaram 308 escolas – 148 no 1.º Ciclo, 145 no 2.º Ciclo e 147 no 3.º Ciclo, sendo apurado um total de 53 666 votos – 17 087 votos no 1.º Ciclo, 18 326 votos no 2.º Ciclo e 18 253 votos no 3.º Ciclo.

No 1.º Ciclo, os três livros mais votados foram O Principezinho de Antoine Saint-Exupéry, Porque é que os Animais não Conduzem? de Pedro Seromenho, e O Tubarão na Banheira de David Machado.

No 2.º Ciclo, os três livros mais votados foram Avozinha Gangster de David Walliams, Harry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowlings, e O Principezinho de Antoine Saint-Exupéry.

No 3.º Ciclo, os três livros mais votados foram A culpa é das estrelas de John Green, O Diário de Anne Frank e O rapaz do pijama às riscas de John Boyne, separado apenas por um voto, da Avozinha Gangster de David Walliams.

Para saberes mais, podes consultar o artigo da revista Visão Júnior (versão digital) aqui.

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Conto “Reconstruindo o mundo”de Paulo Coelho

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Reconstruindo o mundo

O pai estava tentando ler o jornal, mas o filho pequeno não parava de perturbá-lo. Já cansado com aquilo, arrancou uma folha – que mostrava o mapa do mundo – cortou-a em vários pedaços, e entregou-a ao filho.

“Pronto, aí tem algo para você fazer. Eu acabo de lhe dar um mapa do mundo, e quero ver se você consegue montá-lo exatamente como é”.

Voltou a ler seu jornal, sabendo que aquilo ia manter o menino ocupado pelo resto do dia.

Quinze minutos depois, porém, o garoto voltou com o mapa.

“Sua mãe andou lhe ensinando geografia?”, perguntou o pai, aturdido.

“Nem sei o que é isso”, respondeu o menino. “Acontece que, do outro lado da folha, estava o retrato de um homem. E, uma vez que eu consegui reconstruir o homem, eu também reconstruí o mundo”.

Paulo Coelho