Publicado em Sugestões de Leitura

Revista de Ciência Elementar 6

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A revista pode ser descarregada em formato digital  em rce.casadasciencias.org

 

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Publicado em Mês Internacional da Biblioteca Escolar, Sugestões de Leitura

Prémio Nobel da Literatura de 2017

Kazuo Ishiguro

O Prémio Nobel da Literatura de 2017 foi atribuído a Kazuo Ishiguro. Este autor de nacionalidade britânica nasceu, contudo, em Nagasaki, no Japão, a 8 de novembro de 1954. A família emigrou para o Reino Unido quando o escritor tinha apenas cinco anos. Voltou ao Japão natal na idade adulta e, entretanto, estudou Inglês, Filosofia e também Escrita Criativa.

Kazuo Ishiguro começou a carreira literária com a publicação de A Pale View of Hills em 1982 que, à semelhança do segundo romance, An Artist of the Floating World (1986), têm ação em Nagasaki alguns anos após a Segunda Guerra Mundial.

Ishiguro cultivou temas relacionados com a memória, o tempo e o desencanto. O romance Os despojos do dia de 1989 reflete precisamente este tipo de preocupações e foi adaptado ao cinema com uma interpretação memorável de Anthony Hopkins.

Os romances de Ishiguro caracterizam-se por uma linguagem contida. No mais recente Nunca me deixes de 2005, Ishiguro cultiva a ficção científica e evidencia algumas influências musicais, de que é um exemplo notável a antologia de contos intitulada Nocturnes: Five Stories of Music and Nightfall (Nocturnos) de 2009, em que a música tem um papel central na descrição das relações entre as personagens.

No seu último romance, O gigante Enterrado (2015), um casal idoso realiza uma viagem por entre uma paisagem inglesa arcaica, esperando reencontrar um filho que não veem há muitos anos. Este romance explora, de modo fugidio, a forma como a memória se relaciona com o esquecimento, a história com o presente e a fantasia com a realidade.

Além de oito livros, Ishiguro também escreveu guiões para filmes e televisão.

Publicado em Sugestões de Leitura

“Valérian e Laureline”

 

Deixamos a sugestão de uma coleção de livros de clássicos da BD para o quente agosto que se aproxima, absolutamente imperdível para todos os fãs de banda desenhada:

A par da recente estreia do filme “Valérian” no dia 27 de julho, o PÚBLICO e a ASA iniciaram na véspera a edição da coleção “Valérian e Laureline” da autoria de Pierre Christin (argumento) e Jean-Claude Mézières (desenho).

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Esta coleção especial, resultante da parceria ASA/Público, é composta por 12 volumes (11 dos quais são álbuns duplos), que incluem todos os 23 álbuns até agora publicados de Valérian e Laureline, os intrépidos agentes espácio-temporais ao serviço de Galaxity, capital do Império Galático Terrestre no séc. XXVIII.

Os volumes da coleção vão surgir nas bancas dos jornais às quartas-feiras.

Para saber mais, V. blogue Bandas Desenhadas e blogue As leituras do Pedro

 

Publicado em Efemérides, Sugestões de Leitura

Sugestões de leitura para o Dia dos Avós

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David Walliams

 

David Walliams (David Edward Williams) nasceu em Inglaterra em 20 de agosto de 1971, e é um autor premiado, apresentador, ativista e ator britânico de comédia, conhecido pela parceria com Matt Lucas, na série da BBC One Little Britain. e pelas intervenções hilariantes no conhecido programa Britain’s Got Talent. Em 2008, tomou o mundo da literatura infantil de assalto e é, atualmente, o autor de crescimento mais exponencial no Reino Unido. Os livros de David Walliams estão traduzidos em 46 línguas, venderam mais de 12,5 milhões de exemplares em todo o mundo, e obtiveram um impacto sem precedentes na crítica, que o compara a um dos mais emblemáticos autores de sempre no género, Roald Dahl.

Os seus livros são chamadas de atenção que focam problemas como a solidão, o abandono e as fragilidades de crianças e idosos, a adolescência, o preconceito, o materialismo, realçando  a importância do respeito, da amizade, da lealdade, da tolerância e da imaginação entre gerações.  Entre os seus livros, destacamos dois, particularmente pertinentes neste Dia dos Avós:

Avozinha

A “Avozinha Gangster” conta-nos uma belíssima e comovente história do amor de uma avó pelo seu neto e deste por ela e que alerta para a imensa solidão e abandono a que os idosos são muitas vezes votados pelas suas famílias.

 Este livro foi adaptado para filme televisivo de 66 minutos, para a BBC One, tendo estreado no Reino Unido a 26 de dezembro de 2013.

 

Avô

“A Incrível Fuga do meu Avô” narra com mestria o percurso dramático de um herói aviador da 2.ª Guerra Mundial, de pessoa importante a pessoa sem importância, para a família e para a sociedade, ao envelhecer e desenvolver a doença de Alzheimer. Mais uma vez um alerta para a falta de atenção, cuidados e amor das famílias pelos mais velhos, facilmente esquecidos por todos em lares de idosos.

Nesta história, apenas o neto parece compreender o avô, nutrindo por ele um imenso amor, lealdade, compreensão e admiração, vivendo com ele aventuras inesquecíveis, reais e imaginadas. Um livro especialmente glorioso, inspirado no avô do autor, que foi piloto da R.A.F. durante a 2.ª Guerra Mundial.

Dois livros fundamentais de homenagem aos avós, que nos comovem e alertam sobre os problemas dos idosos e que nos lembram da ligação especial que se estabelece entre os avós e os netos através do convívio, admiração, amor, tolerância e respeito mútuos, tão necessária ao amparo de uns e crescimento de outros.

Estes livros, ilustrados por Tony Ross, foram originalmente editados pela editora britânica Harper Collins e publicados em Portugal pela Porto Editora.

Plano Nacional de Leitura
Recomendados para o 5º ano de escolaridade, destinados a leitura autónoma, que a Biblioteca Escolar recomenda vivamente.

Fontes:

Wikipédia: https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Walliams

Porto Editora: https://www.portoeditora.pt/autor/david-walliams

Blogue Deus me Livro: http://deusmelivro.com/mil-folhas/a-incrivel-fuga-do-meu-avo-david-walliams-20-10-2016/

Publicado em Casa das Ciências, Recursos Educativos, Sugestões de Leitura

A Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências N.º2

 

Já se encontra disponível na Biblioteca Escolar e sala de Professores da escola sede do nosso agrupamento o número 2 do volume 5 da Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências, distribuído gratuitamente pela Rede de Bibliotecas Escolares de Coimbra pela Casa das Ciências.

Esta revista encontra-se disponível também em formato digital pdf e EPUB, podendo ser descarregada a partir do “website” da Casa das Ciências:

 [http://rce.casadasciencias.org/rceapp/].

 

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Publicado em Sugestões de Leitura

Qual é a origem da língua portuguesa?

MARCONEVES
Marco Neves

Marco Neves, segundo as suas próprias palavras, “tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor. Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. Para lá das profissões, os amigos sempre lhe reconheceram a pancada das línguas.

Nasceu em Peniche e vive em Lisboa. É director do escritório de Lisboa da empresa de tradução Eurologos e professor de várias disciplinas de Prática da Tradução na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Escreve no blogue Certas Palavras sobre línguas, livros e outras viagens.

É autor dos livros Doze Segredos da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2016) e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2017).”

No artigo “Qual é a origem da língua portuguesa?”, em resposta à pergunta de um leitor e seguidor do seu blogue Certas Palavras, Marco Neves explica-nos os percursos de origem e evolução da nossa língua.

(…)

O português vem do galego?

Enfim: todos nós que dizemos falar português e todos os que dizem falar galego falamos qualquer coisa que teve origem nos falares da Galécia, ali no noroeste da Península. Durante séculos, o latim trazido pelos soldados e colonos romanos e adquirido por toda a população foi sofrendo transformações — não as podemos ver em tempo real, porque ninguém as registava ou escrevia, mas, muitos séculos depois, quando finalmente a língua começou a ser escrita, havia nesse território uma língua já formada, com verbos próprios, com formas próprias, com características que a identificam e a distinguem das outras línguas em redor.

O que chamavam as pessoas a essa língua que já era, em muitos aspectos, a nossa? Não lhe chamavam nem galego nem português: chamavam-lhe linguagem, com toda a probabilidade. Era a língua do povo. Nós, agora, olhando para trás, podemos chamar-lhe «português», o que não deixa de ser anacrónico, ou «galego», o que não deixa de assustar algumas almas mais sensíveis, ou «galego-português», para agradar a gregos e a troianos (como se esses fossem para aqui chamados). Na escrita, durante todos esses séculos do primeiro milénio, o latim continuou rei e senhor.

Quando Portugal se tornou independente, começámos a usar a língua que existia no território, que era ainda apenas o Norte. Não a escolhemos de imediato, pois nos primeiros tempos o latim ainda foi a língua oficial. Mas, devagar, a língua que era de facto falada começou a infiltrar-se nos textos escritos, às vezes de forma imperceptível, outras vezes de forma mais clara.

O país expandiu-se para sul e, com ele, veio a língua, claro. O português nasceu nesse canto noroeste e expandiu-se até ao Algarve (e, mais tarde, até além-mar). Por alturas de D. Dinis era já a língua oficial.

Depois, no final do século XIV, temos revoluções, a batalha de Aljubarrota… — a nobreza nortenha perde influência, a burguesia lisboeta alça-se à posição de classe dominante (e tudo o mais que faz parte da História). Lisboa é agora a capital e a nação esquece-se que a língua veio do norte, não foi criada em todo o território nacional. O que se falava em Lisboa seria esse galego-português que viera para sul com a Reconquista. Houve, claro, algumas intrusões do moçárabe, a linguagem latina do sul (com muitos arabismos). Mas, nas suas estruturas e características principais, a língua que Portugal assumiu como sua é a língua criada na Galécia: não houve um ponto em que o galego e o português se tivessem separado claramente.

Influências castelhanas no português literário

Não houve um ponto em que o galego e o português se separassem claramente. Mas há, isso sim, algum afastamento da língua padrão em relação ao que se fala mais a norte. Muito desse afastamento fez-se também por causa das influências externas. (…)

Para continuar a ler este artigo e outros: http://www.certaspalavras.net/qual-e-origem-da-nossa-lingua/

Publicado em RBC, Sugestões de Leitura

V5/01 – Revista de Ciência Elementar da Casa das Ciências

A Casa das Ciências, do Porto, acaba de lançar um novo número da revista V5/01 Revista de Ciência Elementar, de periodicidade trimestral. Este número de março de 2017 apresenta artigos científicos, notícias educativas e sugestões de visitas a locais de interesse científico e pedagógico.

Com o objetivo de divulgar o potencial pedagógico da sua revista, a Casa das Ciências ofereceu dois exemplares a cada biblioteca escolar das escolas de 2.º/3.º Ciclos e de Ensino Secundário de Coimbra. Na biblioteca escolar da escola sede do nosso agrupamento temos um exemplar desta revista para consulta presencial, e outro exemplar foi deixado na Sala dos Professores.

Esta revista pode ser lida em formato papel, PDF ou EPUB, no website da Casa das Ciências.

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A Casa das Ciências é um portal de base colaborativa que recolhe, valida e divulga materiais digitais para servir os professores de ciências dos vários níveis de ensino.

Para visitares o website da Casa das Ciências, clica aqui:

http://www.casadasciencias.org/cc/

Para leres a revista em formato digital, clica aqui: rce_v5n1