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Encontro com o escritor António Vilhena

No dia 7 de dezembro, no âmbito da Semana da Pessoa com Deficiência, tivemos um Encontro com o escritor António Vilhena no auditório da escola sede, destinado aos alunos do 1.º Ciclo, alunos do Ensino Estruturado e Comunidade Escolar em geral.

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António Vilhena veio contar-nos a história do “Picó Seis Dedos no Planeta Azul”, mas também a história real em que se inspirou para escrever este seu novo livro,  que aborda a problemática do autismo de uma forma suave, mantendo a sua leitura e interpretação em aberto.

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Depois, apresentou-nos o Picó Seis Dedos, um boneco grande, moreno e muito colorido, com três olhos, três braços, três pernas e seis dedos em cada mão,  que suscitou muita curiosidade e entusiasmo nos alunos. E com o boneco ao colo, o escritor colocou várias questões que ajudaram os alunos a refletir sobre a problemática ambiental: “Será que é necessário termos seis dedos em cada mão para conseguirmos salvar os oceanos, usando sacos de papel em vez de plástico?” Será que é necessário termos seis dedos em cada mão para pouparmos água, fechando a torneira, quando lavamos os dentes?” “Será que podemos, com apenas cinco dedos em cada mão, desligar as luzes quando saímos de um espaço da casa para outro?”…

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Durante o tempo dedicado às perguntas – e foram muitas as perguntas feitas pelos alunos -, o escritor foi explicando como é o ofício de psicólogo, escritor e poeta, os momentos de inspiração resultantes do muito trabalho de base, e o trabalho de equipa entre o escritor e o(a) ilustrador(a), os conselhos que deve procurar para que o seu trabalho resulte excelente em conteúdo, imagem e acessibilidade ao leitor. António Vilhena ainda apresentou alguns dos seus outros livro infanto-juvenis, como por exemplo, a série da Formiga-Barriguda.

No final, houve ainda tempo para o escritor dar autógrafos e oferecer alguns dos seus livros à Biblioteca Escolar da escola sede, tendo a Professora Bibliotecária Coordenadora Isabel Belchior agradecido a oferta e a presença do escritor, em nome da Biblioteca Escolar, do Grupo de Educação Especial, do Serviço de Psicologia e Orientação e de todos os presentes, alunos e docentes.

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Encontros Leya com a escritora Maria João Lopo de Carvalho

No dia cinco de dezembro tivemos Encontros Leya com a escritora Maria João de Carvalho nas escolas EB1 dos Olivais,  EB1 de Santa Cruz e EB23 Martim de Freitas, destinados aos alunos do 1.º e 2.º ciclo.

Cada sessão com a escritora foi muito animada, interativa e divertida, tendo os alunos viajado pelas aventuras das séries “É o melhor do mundo…”, “A Hora H” e “Os 7 Irmãos”.

Maria João Lopo de Carvalho, para além de uma grande escritora portuguesa, é uma extraordinária contadora de histórias, pelo que não surpreendeu ninguém a forma entusiástica como foi recebida pelos alunos em todas as escolas.

No final, houve ainda tempo para a escritora autografar livros, tendo os diretores das escolas EB1 que a receberam e a Professora Bibliotecária Coordenadora Isabel Belchior agradecido a presença da escritora, em nome das Bibliotecas Escolares e de todos os presentes, alunos e docentes.

Ficam aqui algumas imagens:

Na EB1 dos Olivais as emoções foram muitas…

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No Auditório da EB23 Martim de Freitas, com os alunos do 1.º e 2.º Ciclos:

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E na EB1 de Santa Cruz:

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“Perdido e Achado” de Oliver Jeffers

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Publicada pela Orfeu Mini em 2011, esta obra de Oliver Jeffers tem, à semelhança de outras obras do autor, uma composição gráfica extraordinária e uma grande contenção narrativa, pois sentimos que não há uma única palavra supérflua.

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Perdido e Achado narra-nos a comovente história do encontro entre um rapazinho e um pinguim que, inesperadamente,  surge um dia à sua porta.

A tristeza do pinguim e a certeza de que este estaria perdido levam o menino a empreender uma viagem arriscada até ao Polo Sul para levar o pinguim a casa.

 

 

Durante a sua viagem até à Antártida, enfrentam inúmeros perigos, “Navegaram com bom tempo… e com mau tempo, enfrentando ondas que cresciam como montanhas”, mas lançam também os alicerces da sua amizade: “o rapaz ia contando histórias ao longo do caminho” que o pinguim escutava com a maior atenção.

O desenlace é inesperado. Afinal, “o pinguim não estava perdido; simplesmente sentia-se sozinho”.

Perdido e Achado foi entendido pelos alunos das Escolas Básicas do 1.º Ciclo como uma história que nos mostra como a amizade pode derrotar a solidão e assistiram com agrado à projeção do filme de animação de Philip Hunt, Lost and Found, dos estúdios Aka, uma fantástica adaptação desta obra de Jeffers ao cinema:

https://vk.com/video7035628_163325456

 

NB: Imagens de ilustrações de Oliver Jeffers extraídas do livro “Perdido e Achado”.

 

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Encontro com o escritor António Vilhena

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A Biblioteca Escolar tem o prazer de informar que, no âmbito da Semana da Pessoa com Deficiência e em articulação com o Grupo de Educação Especial e o SPO, no dia 7 de dezembro há um Encontro com o escritor António Vilhena no auditório da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Martim de Freitas, entre as 14h30min e as 15h30min, com as turmas do 3.º e 4.º ano e os alunos da Unidade de Ensino Estruturado, para o qual a Comunidade Escolar em geral está convidada

O psicólogo e escritor António Vilhena vem trazer e apresentar o seu último livro: Picó Seis Dedos no Planeta Azul.

Picó Seis Dedos no Planeta Azul é um livro pedagógico que atravessa várias problemáticas: o autismo, a solidão, a comunicação, o ambiente e a defesa dos oceanos. O ensino especial é, ainda, objeto de mal-entendidos e de muitas incompreensões. Esta narrativa toca essas problemáticas sem ambição de doutrina, apenas pretende sensibilizar os diferentes agentes no processo de leitura.

Joana, personagem principal, é uma menina frágil com muitas dificuldades de comunicação, por isso, recriou o seu mundo através do “Picó Seis Dedos”. A família do Picó foi crescendo ao sabor da imaginação da pequena Joana, mas sempre com preocupações ecológica e ambientais. Daí, ter criado uma família com seis dedos para poderem fazer mais pela proteção do Planeta Azul.

Este livro está escrito também em inglês, o que vai ao encontro do ensino desta língua no nosso país.

A acompanhar o livro haverá um puzzle onde o pequeno leitor é convidado a pintar um desenho que reflete a temática ambiental.

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ANTÓNIO VILHENA

Biografia:

António Vilhena é natural de Beja. Licenciado em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação e Mestre em Estudos Clássicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Membro convidado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra onde é, também, Doutorando. Poeta, cronista e autor de livros infantis. Atualmente é Curador na Casa da Escrita – Câmara Municipal de Coimbra.

http://www.elfikurten.com.br/2015/09/antonio-vilhena.html

Obras do Autor:

Do Ventre da Terra (poesia, 1987), Trança D`Água (poesia, 1989), A Eterna Paixão de Nunca estar Contente (prosa poética, 1991), Mais Felizes Que o Sonho (poesia, 1996), Diálogos de Rosa e Espada (crónicas, 2004) O Piano Adormecido (infantil, 2006), Canto Imperecível das Aves(poesia, 2012), A Formiga Barriguda (infantil, 2012)Templo do Fogo Insaciável (poesia, 2013), As Férias da Formiga Barriguda (infantil, 2013), Cartas a Um Amor Ausente (prosa poética, 2014), A Orquestra da Formiga Barriguda (infantil, 2014), Picó Seis Dedos no Planeta Azul(infantil, 2016).

NB: Imagem do autor extraída de: http://www.diariocoimbra.pt/noticia/9642

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“O H Perdeu Uma Perna” de Ana Vicente

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A leitura da obra de Ana Vicente, que faz parte da coleção Mundo de Histórias,  iniciou-se com um desafio.  “Hoje, às 10 horas, o H, nosso herói, habitante do abecedário, humilde, honrado e honesto perdeu uma perna enquanto praticava natação. A perna desapareceu no horizonte. O que há de fazer o H?”

Foram várias as hipóteses que os alunos do 2.ºano colocaram para que o H pudesse resolver o seu delicado problema e acompanharam com entusiasmo a aventura desta letra do alfabeto.

A seleção deste título, assim como de outros, resultou da articulação entre a biblioteca escolar e os professores titulares de turma e teve como objetivo consolidar conteúdos curriculares, como nomear a totalidade das letras do alfabeto, recitar o alfabeto na ordem das letras sem cometer erros de posição relativa e antecipar o desenlace de uma história.

Claro que no final desta atividade houve um momento mais lúdico com a música do alfabeto em tinyschool.tv portuguese:

Esta atividade foi realizada nas EB1 de Montes Claros, Coselhas e Santa Cruz.

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Ana Vicente (1943- 2015)

 

“Ana Vicente nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1943. Era filha de Luis de Oliveira Marques e Susan LowndesFoi professora e tradutora no início da sua carreira. Após o 25 de Abril de 1974 trabalhou na Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIG), instituição da qual foi presidente entre 1992 e 1996. Esteve também ligada ao Programa Nacional de Combate à Droga, Projeto VIDA, e trabalhou nos gabinetes de Maria de Lourdes Pintassilgo e de Maria Leonor Beleza. Foi ainda consultora do Fundo das Nações Unidas para a População e membro do Movimento Internacional “Nós Somos Igreja”.

Integrou também o grupo CID – Crianças, Idosos, Deficientes, Cidadania, Instituições, Direitos, cujo objetivo era garantir a qualidade de acolhimento institucional desses três grupos.

Foi Membro fundador da Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens “Novo Futuro”, Membro do Movimento Internacional “Nós Somos Igreja” (trazido para Portugal em 1997 por Maria João Sande Lemos e pela própria), Membro da Amnistia Internacional e da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres e Membro do Fórum de Educação para a Cidadania.

Publicou vários livros, dos quais se salientam as obras: Arcádia – Notícia de uma Família Anglo-Portuguesa (2006) no qual conta a história da sua família; As Mulheres em Portugal na Transição do Milénio (1998); As Mulheres Portuguesas vistas por Viajantes Estrangeiros, sec. XVIII, XIX e XX (2000 e 2001); Ser Igreja (org. por Ana Vicente e Leonor Xavier), (2007). Foi também autora de livros infantis: O H Perdeu uma Perna; Para que serve o Zero?; Onde está o Mi?; Onde acaba o Arco-Íris?; Como passa o Tempo?, todos com ilustrações de Madalena Matoso (2005-2008).

Colaborou na elaboração do Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX) (2005) e no Dicionário Contemporâneo Feminae (2013).

Morreu no Estoril, em Cascais, a 19 de Março de 2015.”

In http://blackheathphilosophy.org/Details.aspx?nid=398088 (site consultado em 9-11-2016).

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Encontros Leya: Maria João Lopo de Carvalho

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         A Biblioteca Escolar tem o prazer de informar a comunidade escolar que no dia 5 de dezembro, segunda-feira, há um Encontro Leya com a escritora Maria João Lopo de Carvalho na Biblioteca Escolar da Escola Básica do 1.º Ciclo de Santa Cruz, entre as 09h15min e as 10h15min, para o qual também foram convidados os alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo da Conchada.  

     A seguir, a escritora vem à Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Martim de Freitas, para mais dois Encontros Leya, entre as 10h30min e as 11h15min com as turmas do 3.º e 4.º ano, e entre as 11h30min e as 12h15min com turmas do 5.º e 6.ºanos, no auditório da escola sede. 

       Por fim, haverá um último Encontro Leya da autora com os alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo dos Olivais, entre as 14h30min e as 15h30min, no espaço do Refeitório da escola.

      Maria João Lopo de Carvalho nasceu em 1962. Filha do escritor neo-realista Fausto Lopo Caroça de Carvalho, licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa, em 1985.

        Foi professora de português e inglês do ensino público e privado, entre os anos de 1985 e 1989 e, novamente, de 1992 a 1995.

      Foi empresária e atualmente dedica-se à escrita a tempo inteiro, com grande sucesso. Desde o ano de 2000 que tem publicado vários livros infanto-juvenis e também para os leitores adultos.

      Com os romances Virada do avesso (2000) e Acidentes de percurso (2001), ambos best-sellers, inscreveu o seu nome na literatura Pop.

    Seguiu-se o romance Adota-me (2004), onde aborda a pobreza infantil nos subúrbios de Lisboa.

      Estreou-se no romance histórico em 2011 com o best-seller Marquesa de Alorna, seguido em 2013 por Padeira de Aljubarrota e, em 2016, por Até que o amor me mate.

       A escritora vem-nos apresentar alguns dos seus livros infanto-juvenis:

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    Para saberes mais, deixamos aqui a biografia e a obra da autora, em PDF: maria-joao-lopo-de-carvalho-completo

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Semana da Cultura Científica:”Uma aventura no passado”

Os alunos do 4.º ano da Escola Básica de Coselhas, orientados pela sua professora titular, escreveram uma aventura empolgante, uma viagem no tempo, intitulada:

“Uma aventura no passado”

Amanhã é o dia do teste de História. E eu não estudei nada! É desta vez que os meus pais me deixam de castigo até aos 40 anos…

O que eu precisava mesmo… era de uma máquina do tempo.AH! AH! Que ideia tola! Espera aí, não é má ideia!…

Posso pedir ao avô Tozé. Ele é muito engenhocas. Até participou num concurso de invenções e ficou em  primeiro lugar.

– Avô! Ajuda-me a construir uma máquina do tempo?

– Sim, meu neto. Mas para quê?

– Não estudei para o teste de História. Penso que se viajar no tempo, amanhã saberei todas as respostas.

Máquina pronta, entro nela e começo a carregar nos botões.

– Avô! Funciona!

Lá fora, na garagem, o avô acena-me e faz-me sinal de que tudo vai correr bem.

Brrrrr…pim, pom, tlic…

– Que barulho é este?! Esta geringonça parou!!!

Olho pela janela e avisto um rapazinho com um capacete estranho e que traz à cinta uma espada, quase maior do que ele.

Tem um ar atarefado. Olha para mim com curiosidade e pergunta:

– Quem sois? Vindes da parte do meu primo?

Nisto, vejo-o desembainhar a sua espada.

Cheio de medo, recuei e tive apenas tempo para dizer:

– Não me mates, por favor. Eu nem sei quem é o teu primo.

Recolhendo a espada, volta a questionar-me:

– Então, quem sois?

Para evitar problemas, resolvo dizer que vim de um lugar muito afastado e que queria apenas saber mais sobre os costumes deste reino.

Enquanto estamos diante um do outro, penso para os meus botões “Esta cara não me estranha”. Pergunto-lhe, então:

– E tu, quem és?

– Respeitinho, rapazote! Eu sou El-Rei D. Afonso Henriques e tenho poder para te mandar cortar a cabeça.

É mesmo o meu dia de sorte! Tenho comigo o fundador da nação.

Agora, tenho que ganhar a sua confiança para que me mostre o seu Reino e me explique todos os seus planos.

– Desculpai, não queria ofender. Já ouvi falar de vós.

– E o que ouviste dizer?

– Disseram-me que combateu contra a sua mãe e que conseguiu transformar o Condado num Reino. É verdade?

– Sim, é verdade. Eu combati contra os exércitos da minha mãe porque ela acha que Portugal deve continuar a pertencer a Leão.

– AH!…

– Além disso, não gosto muito da maneira de ser do meu primo. Aquele Afonso põe-me os cabelos em pé com a mania de que manda em mim. Mas, sempre que se distrai, ataco o seu Reino.

– Estou a começar a perceber…

– Mas o meu maior problema são os Mouros. Parecem formigas… Não consigo livrar-me deles.

– Era um frasco de Raid

– Um quê?

– Nada, nada, nada… coisas do meu Reino. Continua.

– Tenho pressa. Combinei encontrar-me com o meu “priminho”. Vamos fazer as pazes.

– Também posso ir?

– Podes vir comigo, mas ainda temos muito que cavalgar.

– E qual é o nosso destino?

– Zamora, meu rapaz.

Chegado a Zamora, testemunho a assinatura do Tratado entre os primos, no ano da Graça de 1143.

Entretanto, escapo-me dali para fora, volto para a máquina do tempo e carrego nos botões, outra vez.

Brrrrr… pim, pom,tlic…

Saio da máquina e dou por mim com o teste à minha frente.

Desta vez, a professora vai ficar orgulhosa!

Texto coletivo – 4.º ano, EB1 de Coselhas