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Hora do Conto: Poemas de Jorge de Sousa Braga e José Jorge Letria

Com o prazo da fase escola do concurso “Há Poesia na Escola” a aproximar-se do fim (24 de fevereiro), hoje tivemos uma Hora do Conto especial na Biblioteca Escolar da EB23 Martim de Freitas para as turmas do 3.º e 4.º ano com poemas de Jorge de Sousa Braga (extraídos de O Herbário e de Pó de Estrelas) e de José Jorge Letria (extraídos de Corpos Celestes).

No final da apresentação em PPT de cada livro os alunos tiveram a surpresa de assistir a uma curta-metragem de animação:”La Luna” (“A Lua”) da Disney Pixar, uma abordagem poética às fases da lua, e “Páxi – O Sistema Solar” da Agência Espacial Europeia (ESA Kids), uma abordagem científica acessível e divertida para crianças e um recurso educativo que permite explorar conteúdos curriculares do 3.º e 4.º ano.

Os alunos estiveram muito atentos e participativos, prometendo no final de cada sessão pensar num poema durante o fim de semana que obedeça ao tema do concurso: “O Prazer de Ler – Entre a Ciência e a Literatura”.

Nos dias 20 e 21 de fevereiro vai haver Ateliês de Poesia Visual na Biblioteca Escolar para estes alunos, com exemplos de poemas e com os poemas que criarem para o concurso.

Para já, aqui ficam as duas curtas-metragens de animação a que os alunos assistiram e que recomendamos pela sua qualidade:

“A Lua” da Disney Pixar:

“Páxi – O Sistema Solar” da ESA Kids:

 

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ENCONTRO LEYA COM O ESCRITOR JOSÉ FANHA

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Acima de tudo, continuo apaixonado pela poesia e por histórias. Gosto de as escrever e gosto de ir a escolas e bibliotecas para ler poesia e contar histórias, porque a escrever histórias e a poesia nós deitamos cá para fora, e partilhamos com os outros, as nossas dores, os nossos sonhos e as nossas alegrias. E essa partilha é a coisa melhor que há na vida.

http://www.nonio.uminho.pt/netescrita/autores/jfanha.html

Nos dias 12 e 13 de dezembro, nas Bibliotecas Escolares do Centro Escolar de Montes Claros e da Escola Básica 1 de Coselhas houve mais Encontros Leya, desta vez com o escritor José Fanha.

Preparados para receber o autor, no Centro Escolar de Montes Claros os alunos do 4.º B, ensaiados pela professora Ana Canilho e pela professora Rita de Expressão Musical, apresentaram uma pequena coreografia inspirada na música ” Cantiga Grave” da autoria do autor e de Daniel Completo.  Já em Coselhas, o autor foi recebido com uma entrevista bem ao estilo do programa televisivo “Alta Definição”.

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Comunicador por excelência, José Fanha “contou e encantou” com alguns dos títulos da sua obra, recitou lengalengas acompanhado pelos mais novos e partilhou experiências de vida e memórias.

E são essas experiências de vida e essas memórias que subitamente se entrelaçam nos seus textos e lhes dão vida, como o autor recordou a propósito da obra “Os sapatos do Pai Natal” ou “O dia em que a barriga rebentou”, deixando aos alunos o conselho de escreverem a partir do que lhes é próximo.

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Um conto de Natal

O Menor dos Anjinhos foi o conto escolhido este ano para leitura aos alunos do 1.º Ciclo e do JI de Montes Claros e que inspirou a realização dos trabalhos para o Concurso da Biblioteca Municipal ” Vamos viver o Natal”.

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Capa da 1.ª Edição.

Foram muitos os trabalhos realizados pelos alunos a partir desta história de Charles Tazewell, publicada em 1946, que narra as aventuras de um pequeno anjo que consegue perturbar toda a paz celestial com as suas travessuras.

 As saudades de casa eram imensas e, depois de conseguir uma caixinha que tinha deixado na terra com os seus mais preciosos tesouros, uma borboleta, dois seixos, um ovo de um passarinho, a coleira do seu cão, muda radicalmente de comportamento.

E é essa caixinha, velha e gasta, que o pequeno anjo decide oferecer a Jesus, quando por todo o céu ecoa a notícia do Seu nascimento, em contraste com o esplendor de todos os outros presentes que são oferecidos.

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Encontro com o escritor António Vilhena

No dia 7 de dezembro, no âmbito da Semana da Pessoa com Deficiência, tivemos um Encontro com o escritor António Vilhena no auditório da escola sede, destinado aos alunos do 1.º Ciclo, alunos do Ensino Estruturado e Comunidade Escolar em geral.

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António Vilhena veio contar-nos a história do “Picó Seis Dedos no Planeta Azul”, mas também a história real em que se inspirou para escrever este seu novo livro,  que aborda a problemática do autismo de uma forma suave, mantendo a sua leitura e interpretação em aberto.

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Depois, apresentou-nos o Picó Seis Dedos, um boneco grande, moreno e muito colorido, com três olhos, três braços, três pernas e seis dedos em cada mão,  que suscitou muita curiosidade e entusiasmo nos alunos. E com o boneco ao colo, o escritor colocou várias questões que ajudaram os alunos a refletir sobre a problemática ambiental: “Será que é necessário termos seis dedos em cada mão para conseguirmos salvar os oceanos, usando sacos de papel em vez de plástico?” Será que é necessário termos seis dedos em cada mão para pouparmos água, fechando a torneira, quando lavamos os dentes?” “Será que podemos, com apenas cinco dedos em cada mão, desligar as luzes quando saímos de um espaço da casa para outro?”…

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Durante o tempo dedicado às perguntas – e foram muitas as perguntas feitas pelos alunos -, o escritor foi explicando como é o ofício de psicólogo, escritor e poeta, os momentos de inspiração resultantes do muito trabalho de base, e o trabalho de equipa entre o escritor e o(a) ilustrador(a), os conselhos que deve procurar para que o seu trabalho resulte excelente em conteúdo, imagem e acessibilidade ao leitor. António Vilhena ainda apresentou alguns dos seus outros livro infanto-juvenis, como por exemplo, a série da Formiga-Barriguda.

No final, houve ainda tempo para o escritor dar autógrafos e oferecer alguns dos seus livros à Biblioteca Escolar da escola sede, tendo a Professora Bibliotecária Coordenadora Isabel Belchior agradecido a oferta e a presença do escritor, em nome da Biblioteca Escolar, do Grupo de Educação Especial, do Serviço de Psicologia e Orientação e de todos os presentes, alunos e docentes.

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Encontros Leya com a escritora Maria João Lopo de Carvalho

No dia cinco de dezembro tivemos Encontros Leya com a escritora Maria João de Carvalho nas escolas EB1 dos Olivais,  EB1 de Santa Cruz e EB23 Martim de Freitas, destinados aos alunos do 1.º e 2.º ciclo.

Cada sessão com a escritora foi muito animada, interativa e divertida, tendo os alunos viajado pelas aventuras das séries “É o melhor do mundo…”, “A Hora H” e “Os 7 Irmãos”.

Maria João Lopo de Carvalho, para além de uma grande escritora portuguesa, é uma extraordinária contadora de histórias, pelo que não surpreendeu ninguém a forma entusiástica como foi recebida pelos alunos em todas as escolas.

No final, houve ainda tempo para a escritora autografar livros, tendo os diretores das escolas EB1 que a receberam e a Professora Bibliotecária Coordenadora Isabel Belchior agradecido a presença da escritora, em nome das Bibliotecas Escolares e de todos os presentes, alunos e docentes.

Ficam aqui algumas imagens:

Na EB1 dos Olivais as emoções foram muitas…

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No Auditório da EB23 Martim de Freitas, com os alunos do 1.º e 2.º Ciclos:

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E na EB1 de Santa Cruz:

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“Perdido e Achado” de Oliver Jeffers

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Publicada pela Orfeu Mini em 2011, esta obra de Oliver Jeffers tem, à semelhança de outras obras do autor, uma composição gráfica extraordinária e uma grande contenção narrativa, pois sentimos que não há uma única palavra supérflua.

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Perdido e Achado narra-nos a comovente história do encontro entre um rapazinho e um pinguim que, inesperadamente,  surge um dia à sua porta.

A tristeza do pinguim e a certeza de que este estaria perdido levam o menino a empreender uma viagem arriscada até ao Polo Sul para levar o pinguim a casa.

 

 

Durante a sua viagem até à Antártida, enfrentam inúmeros perigos, “Navegaram com bom tempo… e com mau tempo, enfrentando ondas que cresciam como montanhas”, mas lançam também os alicerces da sua amizade: “o rapaz ia contando histórias ao longo do caminho” que o pinguim escutava com a maior atenção.

O desenlace é inesperado. Afinal, “o pinguim não estava perdido; simplesmente sentia-se sozinho”.

Perdido e Achado foi entendido pelos alunos das Escolas Básicas do 1.º Ciclo como uma história que nos mostra como a amizade pode derrotar a solidão e assistiram com agrado à projeção do filme de animação de Philip Hunt, Lost and Found, dos estúdios Aka, uma fantástica adaptação desta obra de Jeffers ao cinema:

https://vk.com/video7035628_163325456

 

NB: Imagens de ilustrações de Oliver Jeffers extraídas do livro “Perdido e Achado”.

 

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Encontro com o escritor António Vilhena

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A Biblioteca Escolar tem o prazer de informar que, no âmbito da Semana da Pessoa com Deficiência e em articulação com o Grupo de Educação Especial e o SPO, no dia 7 de dezembro há um Encontro com o escritor António Vilhena no auditório da Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Martim de Freitas, entre as 14h30min e as 15h30min, com as turmas do 3.º e 4.º ano e os alunos da Unidade de Ensino Estruturado, para o qual a Comunidade Escolar em geral está convidada

O psicólogo e escritor António Vilhena vem trazer e apresentar o seu último livro: Picó Seis Dedos no Planeta Azul.

Picó Seis Dedos no Planeta Azul é um livro pedagógico que atravessa várias problemáticas: o autismo, a solidão, a comunicação, o ambiente e a defesa dos oceanos. O ensino especial é, ainda, objeto de mal-entendidos e de muitas incompreensões. Esta narrativa toca essas problemáticas sem ambição de doutrina, apenas pretende sensibilizar os diferentes agentes no processo de leitura.

Joana, personagem principal, é uma menina frágil com muitas dificuldades de comunicação, por isso, recriou o seu mundo através do “Picó Seis Dedos”. A família do Picó foi crescendo ao sabor da imaginação da pequena Joana, mas sempre com preocupações ecológica e ambientais. Daí, ter criado uma família com seis dedos para poderem fazer mais pela proteção do Planeta Azul.

Este livro está escrito também em inglês, o que vai ao encontro do ensino desta língua no nosso país.

A acompanhar o livro haverá um puzzle onde o pequeno leitor é convidado a pintar um desenho que reflete a temática ambiental.

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ANTÓNIO VILHENA

Biografia:

António Vilhena é natural de Beja. Licenciado em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação e Mestre em Estudos Clássicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Membro convidado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra onde é, também, Doutorando. Poeta, cronista e autor de livros infantis. Atualmente é Curador na Casa da Escrita – Câmara Municipal de Coimbra.

http://www.elfikurten.com.br/2015/09/antonio-vilhena.html

Obras do Autor:

Do Ventre da Terra (poesia, 1987), Trança D`Água (poesia, 1989), A Eterna Paixão de Nunca estar Contente (prosa poética, 1991), Mais Felizes Que o Sonho (poesia, 1996), Diálogos de Rosa e Espada (crónicas, 2004) O Piano Adormecido (infantil, 2006), Canto Imperecível das Aves(poesia, 2012), A Formiga Barriguda (infantil, 2012)Templo do Fogo Insaciável (poesia, 2013), As Férias da Formiga Barriguda (infantil, 2013), Cartas a Um Amor Ausente (prosa poética, 2014), A Orquestra da Formiga Barriguda (infantil, 2014), Picó Seis Dedos no Planeta Azul(infantil, 2016).

NB: Imagem do autor extraída de: http://www.diariocoimbra.pt/noticia/9642

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“O H Perdeu Uma Perna” de Ana Vicente

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A leitura da obra de Ana Vicente, que faz parte da coleção Mundo de Histórias,  iniciou-se com um desafio.  “Hoje, às 10 horas, o H, nosso herói, habitante do abecedário, humilde, honrado e honesto perdeu uma perna enquanto praticava natação. A perna desapareceu no horizonte. O que há de fazer o H?”

Foram várias as hipóteses que os alunos do 2.ºano colocaram para que o H pudesse resolver o seu delicado problema e acompanharam com entusiasmo a aventura desta letra do alfabeto.

A seleção deste título, assim como de outros, resultou da articulação entre a biblioteca escolar e os professores titulares de turma e teve como objetivo consolidar conteúdos curriculares, como nomear a totalidade das letras do alfabeto, recitar o alfabeto na ordem das letras sem cometer erros de posição relativa e antecipar o desenlace de uma história.

Claro que no final desta atividade houve um momento mais lúdico com a música do alfabeto em tinyschool.tv portuguese:

Esta atividade foi realizada nas EB1 de Montes Claros, Coselhas e Santa Cruz.

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Ana Vicente (1943- 2015)

 

“Ana Vicente nasceu em Lisboa a 8 de Fevereiro de 1943. Era filha de Luis de Oliveira Marques e Susan LowndesFoi professora e tradutora no início da sua carreira. Após o 25 de Abril de 1974 trabalhou na Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIG), instituição da qual foi presidente entre 1992 e 1996. Esteve também ligada ao Programa Nacional de Combate à Droga, Projeto VIDA, e trabalhou nos gabinetes de Maria de Lourdes Pintassilgo e de Maria Leonor Beleza. Foi ainda consultora do Fundo das Nações Unidas para a População e membro do Movimento Internacional “Nós Somos Igreja”.

Integrou também o grupo CID – Crianças, Idosos, Deficientes, Cidadania, Instituições, Direitos, cujo objetivo era garantir a qualidade de acolhimento institucional desses três grupos.

Foi Membro fundador da Associação de Lares Familiares para Crianças e Jovens “Novo Futuro”, Membro do Movimento Internacional “Nós Somos Igreja” (trazido para Portugal em 1997 por Maria João Sande Lemos e pela própria), Membro da Amnistia Internacional e da Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres e Membro do Fórum de Educação para a Cidadania.

Publicou vários livros, dos quais se salientam as obras: Arcádia – Notícia de uma Família Anglo-Portuguesa (2006) no qual conta a história da sua família; As Mulheres em Portugal na Transição do Milénio (1998); As Mulheres Portuguesas vistas por Viajantes Estrangeiros, sec. XVIII, XIX e XX (2000 e 2001); Ser Igreja (org. por Ana Vicente e Leonor Xavier), (2007). Foi também autora de livros infantis: O H Perdeu uma Perna; Para que serve o Zero?; Onde está o Mi?; Onde acaba o Arco-Íris?; Como passa o Tempo?, todos com ilustrações de Madalena Matoso (2005-2008).

Colaborou na elaboração do Dicionário no Feminino (séculos XIX-XX) (2005) e no Dicionário Contemporâneo Feminae (2013).

Morreu no Estoril, em Cascais, a 19 de Março de 2015.”

In http://blackheathphilosophy.org/Details.aspx?nid=398088 (site consultado em 9-11-2016).

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Encontros Leya: Maria João Lopo de Carvalho

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         A Biblioteca Escolar tem o prazer de informar a comunidade escolar que no dia 5 de dezembro, segunda-feira, há um Encontro Leya com a escritora Maria João Lopo de Carvalho na Biblioteca Escolar da Escola Básica do 1.º Ciclo de Santa Cruz, entre as 09h15min e as 10h15min, para o qual também foram convidados os alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo da Conchada.  

     A seguir, a escritora vem à Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Martim de Freitas, para mais dois Encontros Leya, entre as 10h30min e as 11h15min com as turmas do 3.º e 4.º ano, e entre as 11h30min e as 12h15min com turmas do 5.º e 6.ºanos, no auditório da escola sede. 

       Por fim, haverá um último Encontro Leya da autora com os alunos da Escola Básica do 1.º Ciclo dos Olivais, entre as 14h30min e as 15h30min, no espaço do Refeitório da escola.

      Maria João Lopo de Carvalho nasceu em 1962. Filha do escritor neo-realista Fausto Lopo Caroça de Carvalho, licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade Nova de Lisboa, em 1985.

        Foi professora de português e inglês do ensino público e privado, entre os anos de 1985 e 1989 e, novamente, de 1992 a 1995.

      Foi empresária e atualmente dedica-se à escrita a tempo inteiro, com grande sucesso. Desde o ano de 2000 que tem publicado vários livros infanto-juvenis e também para os leitores adultos.

      Com os romances Virada do avesso (2000) e Acidentes de percurso (2001), ambos best-sellers, inscreveu o seu nome na literatura Pop.

    Seguiu-se o romance Adota-me (2004), onde aborda a pobreza infantil nos subúrbios de Lisboa.

      Estreou-se no romance histórico em 2011 com o best-seller Marquesa de Alorna, seguido em 2013 por Padeira de Aljubarrota e, em 2016, por Até que o amor me mate.

       A escritora vem-nos apresentar alguns dos seus livros infanto-juvenis:

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    Para saberes mais, deixamos aqui a biografia e a obra da autora, em PDF: maria-joao-lopo-de-carvalho-completo

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Semana da Cultura Científica:”Uma aventura no passado”

Os alunos do 4.º ano da Escola Básica de Coselhas, orientados pela sua professora titular, escreveram uma aventura empolgante, uma viagem no tempo, intitulada:

“Uma aventura no passado”

Amanhã é o dia do teste de História. E eu não estudei nada! É desta vez que os meus pais me deixam de castigo até aos 40 anos…

O que eu precisava mesmo… era de uma máquina do tempo.AH! AH! Que ideia tola! Espera aí, não é má ideia!…

Posso pedir ao avô Tozé. Ele é muito engenhocas. Até participou num concurso de invenções e ficou em  primeiro lugar.

– Avô! Ajuda-me a construir uma máquina do tempo?

– Sim, meu neto. Mas para quê?

– Não estudei para o teste de História. Penso que se viajar no tempo, amanhã saberei todas as respostas.

Máquina pronta, entro nela e começo a carregar nos botões.

– Avô! Funciona!

Lá fora, na garagem, o avô acena-me e faz-me sinal de que tudo vai correr bem.

Brrrrr…pim, pom, tlic…

– Que barulho é este?! Esta geringonça parou!!!

Olho pela janela e avisto um rapazinho com um capacete estranho e que traz à cinta uma espada, quase maior do que ele.

Tem um ar atarefado. Olha para mim com curiosidade e pergunta:

– Quem sois? Vindes da parte do meu primo?

Nisto, vejo-o desembainhar a sua espada.

Cheio de medo, recuei e tive apenas tempo para dizer:

– Não me mates, por favor. Eu nem sei quem é o teu primo.

Recolhendo a espada, volta a questionar-me:

– Então, quem sois?

Para evitar problemas, resolvo dizer que vim de um lugar muito afastado e que queria apenas saber mais sobre os costumes deste reino.

Enquanto estamos diante um do outro, penso para os meus botões “Esta cara não me estranha”. Pergunto-lhe, então:

– E tu, quem és?

– Respeitinho, rapazote! Eu sou El-Rei D. Afonso Henriques e tenho poder para te mandar cortar a cabeça.

É mesmo o meu dia de sorte! Tenho comigo o fundador da nação.

Agora, tenho que ganhar a sua confiança para que me mostre o seu Reino e me explique todos os seus planos.

– Desculpai, não queria ofender. Já ouvi falar de vós.

– E o que ouviste dizer?

– Disseram-me que combateu contra a sua mãe e que conseguiu transformar o Condado num Reino. É verdade?

– Sim, é verdade. Eu combati contra os exércitos da minha mãe porque ela acha que Portugal deve continuar a pertencer a Leão.

– AH!…

– Além disso, não gosto muito da maneira de ser do meu primo. Aquele Afonso põe-me os cabelos em pé com a mania de que manda em mim. Mas, sempre que se distrai, ataco o seu Reino.

– Estou a começar a perceber…

– Mas o meu maior problema são os Mouros. Parecem formigas… Não consigo livrar-me deles.

– Era um frasco de Raid

– Um quê?

– Nada, nada, nada… coisas do meu Reino. Continua.

– Tenho pressa. Combinei encontrar-me com o meu “priminho”. Vamos fazer as pazes.

– Também posso ir?

– Podes vir comigo, mas ainda temos muito que cavalgar.

– E qual é o nosso destino?

– Zamora, meu rapaz.

Chegado a Zamora, testemunho a assinatura do Tratado entre os primos, no ano da Graça de 1143.

Entretanto, escapo-me dali para fora, volto para a máquina do tempo e carrego nos botões, outra vez.

Brrrrr… pim, pom,tlic…

Saio da máquina e dou por mim com o teste à minha frente.

Desta vez, a professora vai ficar orgulhosa!

Texto coletivo – 4.º ano, EB1 de Coselhas