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Concurso de Criação da Mascote das BE: Exposição dos trabalhos

Encontram-se expostos à Comunidade Escolar no 1.º andar do Bloco C os trabalhos apresentados ao “Concurso de Criação da Mascote das Bibliotecas Escolares” deste agrupamento de escolas, lançado no Mês das Bibliotecas Escolares este ano letivo, em outubro de 2016.

A data de entrega de trabalhos termina amanhã, dia 23 de junho.

Quem será o Martim?

Em breve o júri irá deliberar e escolher a melhor proposta de mascote das BE, que será integrada nos documentos oficiais das BE, e tornar-se-á figura de convite e de boas-vindas em cada biblioteca, aparecendo também em marcadores e outros materiais das BE de promoção das suas atividades.

Para consultar o regulamento, cliquem aqui.

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Trabalhos apresentados ao concurso por alunos do 3.º, 4.º, 7.º e 8.º anos.
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As sessões de cinema de animação para o 1.º Ciclo na BE

Nos dias 19 e 22 de junho houve sessões de cinema de animação na Biblioteca Escolar (BE) para o 1.ºCiclo, como atividade de despedida, agora que o ano letivo termina para os alunos das turmas dos 3.º e 4.º anos da EB23 Martim de Freitas.

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No dia 19 de junho, os alunos das turmas do 4.ºA e B assistiram ao filme “Mr. Peabody & Sherman”, realizado por Rob Minkoff em animação CGI/3D e produzido pela Dreamworks, de 2014. Este é um filme divertido, comovente e com muita ação, que explora temas tão importantes como os problemas da adoção, racismo e bullying, mas também a relação entre pai e filho, o crescimento pessoal e a autoconfiança, as viagens na História e as ciências exatas da matemática e da física. Tal como os cientistas da NASA, os alunos adoraram o filme, expressando essa apreciação na avaliação posterior do filme.

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Hoje, dia 22 de junho, foi a vez dos alunos das turmas do 3.ºA e B assistirem ao filme “Como treinares o teu dragão 2”, realizado por Dean Dublois e Tim Owns em animação CGI/3D, produzido também pela Dreamworks. Este filme emocionante, com muita aventura, atos de heroísmo, reencontros e perdas no mundo dos vikings e dos dragões, ensina-nos a ter muito respeito, amor e lealdade para com os animais, pois só assim os nosso sentimentos são retribuídos e ganhamos amigos para a vida. Outra lição é a abnegação, o altruísmo e fazer o que está certo, seguir a nossa consciência e o nosso coração para crescermos como pessoas e fazermos a diferença neste mundo, ajudando a torná-lo melhor.

Mais uma vez, a apreciação dos alunos na avaliação do filme foi muito boa e saíram da sessão com um sorriso nos lábios…

Com estas duas sessões de cinema nos despedimos dos alunos.

Até ao próximo ano letivo!

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As visitas dos alunos das EB1 à biblioteca da escola sede

 

Tal como estava programado, várias turmas de alunos do 2.º ano da EB1 dos Olivais e do 4.º ano das EB1 de Conchada, Coselhas, Santa Cruz e Montes Claros vieram à biblioteca da escola sede nos dias 13, 14 e 20 de junho, sendo recebidos pela Prof.ª Bibliotecária Isabel Belchior, que os conduziu numa breve visita de formação de utilizador da BE.

No final da visita, os alunos exploraram o blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento Pegada de Papel, e assistiram a curtas-metragens de animação: “Selfie Cat” (que alerta, de forma bem humorada, para os perigos das “selfies” e que está publicada mais abaixo, neste blogue), “A menina que odiava livros” (baseada no livro “A menina que detestava livros” de Leanne Franson e Mansusha Pawagi, Ed. Terramar, do PNL) e “Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore”, que recebeu o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação de 2012.

Deixamos aqui as curtas-metragens para todos assistirem também:

 

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Qual é a origem da língua portuguesa?

MARCONEVES
Marco Neves

Marco Neves, segundo as suas próprias palavras, “tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor. Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. Para lá das profissões, os amigos sempre lhe reconheceram a pancada das línguas.

Nasceu em Peniche e vive em Lisboa. É director do escritório de Lisboa da empresa de tradução Eurologos e professor de várias disciplinas de Prática da Tradução na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Escreve no blogue Certas Palavras sobre línguas, livros e outras viagens.

É autor dos livros Doze Segredos da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2016) e A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa (Guerra e Paz, 2017).”

No artigo “Qual é a origem da língua portuguesa?”, em resposta à pergunta de um leitor e seguidor do seu blogue Certas Palavras, Marco Neves explica-nos os percursos de origem e evolução da nossa língua.

(…)

O português vem do galego?

Enfim: todos nós que dizemos falar português e todos os que dizem falar galego falamos qualquer coisa que teve origem nos falares da Galécia, ali no noroeste da Península. Durante séculos, o latim trazido pelos soldados e colonos romanos e adquirido por toda a população foi sofrendo transformações — não as podemos ver em tempo real, porque ninguém as registava ou escrevia, mas, muitos séculos depois, quando finalmente a língua começou a ser escrita, havia nesse território uma língua já formada, com verbos próprios, com formas próprias, com características que a identificam e a distinguem das outras línguas em redor.

O que chamavam as pessoas a essa língua que já era, em muitos aspectos, a nossa? Não lhe chamavam nem galego nem português: chamavam-lhe linguagem, com toda a probabilidade. Era a língua do povo. Nós, agora, olhando para trás, podemos chamar-lhe «português», o que não deixa de ser anacrónico, ou «galego», o que não deixa de assustar algumas almas mais sensíveis, ou «galego-português», para agradar a gregos e a troianos (como se esses fossem para aqui chamados). Na escrita, durante todos esses séculos do primeiro milénio, o latim continuou rei e senhor.

Quando Portugal se tornou independente, começámos a usar a língua que existia no território, que era ainda apenas o Norte. Não a escolhemos de imediato, pois nos primeiros tempos o latim ainda foi a língua oficial. Mas, devagar, a língua que era de facto falada começou a infiltrar-se nos textos escritos, às vezes de forma imperceptível, outras vezes de forma mais clara.

O país expandiu-se para sul e, com ele, veio a língua, claro. O português nasceu nesse canto noroeste e expandiu-se até ao Algarve (e, mais tarde, até além-mar). Por alturas de D. Dinis era já a língua oficial.

Depois, no final do século XIV, temos revoluções, a batalha de Aljubarrota… — a nobreza nortenha perde influência, a burguesia lisboeta alça-se à posição de classe dominante (e tudo o mais que faz parte da História). Lisboa é agora a capital e a nação esquece-se que a língua veio do norte, não foi criada em todo o território nacional. O que se falava em Lisboa seria esse galego-português que viera para sul com a Reconquista. Houve, claro, algumas intrusões do moçárabe, a linguagem latina do sul (com muitos arabismos). Mas, nas suas estruturas e características principais, a língua que Portugal assumiu como sua é a língua criada na Galécia: não houve um ponto em que o galego e o português se tivessem separado claramente.

Influências castelhanas no português literário

Não houve um ponto em que o galego e o português se separassem claramente. Mas há, isso sim, algum afastamento da língua padrão em relação ao que se fala mais a norte. Muito desse afastamento fez-se também por causa das influências externas. (…)

Para continuar a ler este artigo e outros: http://www.certaspalavras.net/qual-e-origem-da-nossa-lingua/