Publicado em Sugestões de Leitura

QUEM NÃO SE LEMBRA DESTA HISTÓRIA?

 Leitura de obras do Programa e Metas Curriculares

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   Os contos tradicionais fazem parte do nosso património cultural e perduram no imaginário de todos quantos os leram ou ouviram contar.

     Geralmente sucintos e claros, para além de uma função lúdica pela magia e prazer que proporcionam, estas narrativas encerram também uma função moralizadora, ao defenderem valores e princípios intrínsecos à nossa própria humanidade.

      Foi nessa encantadora simplicidade que ” o povo que somos fixou a sua filosofia de vida, as suas normas de valores, o sentido ético com que aprecia o mundo e por inteiro se retratou nos traços ingénuos das personagens a que deu vida”.

     Assim, no contexto da literatura infantil, os contos tradicionais portugueses constituem formas de identificação  cultural nacional e também local, como é o caso do conto “O rabo do gato” de Coimbra. Nesta história, os lugares fazem parte de formas de organização social e de um quotidiano já passado, como acontece com a mestra e as suas meninas, o moleiro e a taleiga de farinha, a peixeira com a sua canastra, ou o simples facto de se comer sardinha em cima de um pão. O mesmo se passa no texto “O príncipe com orelhas de burro” que nos remete para uma paisagem rural com os pastores, as suas gaitas e um canavial.

pinto

      No entanto, tal não impediu os alunos do 2.ºano de apreciarem este conto ou “O Pinto Borrachudo”, também de Coimbra, e perceberem o que é justo ou injusto e como se pode corrigir o mal ou, tão simplesmente, de se divertirem, recontarem e recriarem  estas histórias do passado.

      adolfo

        Francisco Adolfo Coelho (1847-1919) foi uma das figuras mais relevantes no desenvolvimento inicial da etnografia e da antropologia em Portugal desde o final do século XIX até à primeira década do século XX.

        A sua obra privilegiou o estudo das tradições e da literatura populares, tendo organizado a primeira recolha de contos populares portugueses em 1879, Os Contos Populares Portugueses, assim como as primeiras recolhas de literatura e tradições infantis em Jogos e Rimas Infantis (1883).

 

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