Publicado em Lições TED-Ed

“Porque deveremos escutar ‘As Quatro Estações’ de Vivaldi?”

 

Leve, brilhante e alegre, “As Quatro Estações” de Vivaldi é das obras musicais do início do século XVIII mais conhecidas, surgindo em inúmeros filmes e anúncios televisivos. Mas qual é o seu significado, e porque é que soa assim? Betsy Schwarm revela a narrativa subjacente desta obra-prima musical.

Lição de Betsy Schwarm, animação de Compote Collective.

 

 

Ver a lição completa: http://ed.ted.com/lessons/why-should-you-listen-to-vivaldi-s-four-seasons-betsy-schwarm

Publicado em Poemas

“Balada da Neve” de Augusto Gil

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BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho…

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria…
– Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho…

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…

E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!…
Porque padecem assim?!…


E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
– e cai no meu coração.

Augusto Gil, Luar de Janeiro

Publicado em Atividades da BE em articulação - 1ºCiclo

ENCONTRO LEYA COM O ESCRITOR JOSÉ FANHA

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Acima de tudo, continuo apaixonado pela poesia e por histórias. Gosto de as escrever e gosto de ir a escolas e bibliotecas para ler poesia e contar histórias, porque a escrever histórias e a poesia nós deitamos cá para fora, e partilhamos com os outros, as nossas dores, os nossos sonhos e as nossas alegrias. E essa partilha é a coisa melhor que há na vida.

http://www.nonio.uminho.pt/netescrita/autores/jfanha.html

Nos dias 12 e 13 de dezembro, nas Bibliotecas Escolares do Centro Escolar de Montes Claros e da Escola Básica 1 de Coselhas houve mais Encontros Leya, desta vez com o escritor José Fanha.

Preparados para receber o autor, no Centro Escolar de Montes Claros os alunos do 4.º B, ensaiados pela professora Ana Canilho e pela professora Rita de Expressão Musical, apresentaram uma pequena coreografia inspirada na música ” Cantiga Grave” da autoria do autor e de Daniel Completo.  Já em Coselhas, o autor foi recebido com uma entrevista bem ao estilo do programa televisivo “Alta Definição”.

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Comunicador por excelência, José Fanha “contou e encantou” com alguns dos títulos da sua obra, recitou lengalengas acompanhado pelos mais novos e partilhou experiências de vida e memórias.

E são essas experiências de vida e essas memórias que subitamente se entrelaçam nos seus textos e lhes dão vida, como o autor recordou a propósito da obra “Os sapatos do Pai Natal” ou “O dia em que a barriga rebentou”, deixando aos alunos o conselho de escreverem a partir do que lhes é próximo.

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