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Semana da Cultura Científica:”Uma aventura no passado”

Os alunos do 4.º ano da Escola Básica de Coselhas, orientados pela sua professora titular, escreveram uma aventura empolgante, uma viagem no tempo, intitulada:

“Uma aventura no passado”

Amanhã é o dia do teste de História. E eu não estudei nada! É desta vez que os meus pais me deixam de castigo até aos 40 anos…

O que eu precisava mesmo… era de uma máquina do tempo.AH! AH! Que ideia tola! Espera aí, não é má ideia!…

Posso pedir ao avô Tozé. Ele é muito engenhocas. Até participou num concurso de invenções e ficou em  primeiro lugar.

– Avô! Ajuda-me a construir uma máquina do tempo?

– Sim, meu neto. Mas para quê?

– Não estudei para o teste de História. Penso que se viajar no tempo, amanhã saberei todas as respostas.

Máquina pronta, entro nela e começo a carregar nos botões.

– Avô! Funciona!

Lá fora, na garagem, o avô acena-me e faz-me sinal de que tudo vai correr bem.

Brrrrr…pim, pom, tlic…

– Que barulho é este?! Esta geringonça parou!!!

Olho pela janela e avisto um rapazinho com um capacete estranho e que traz à cinta uma espada, quase maior do que ele.

Tem um ar atarefado. Olha para mim com curiosidade e pergunta:

– Quem sois? Vindes da parte do meu primo?

Nisto, vejo-o desembainhar a sua espada.

Cheio de medo, recuei e tive apenas tempo para dizer:

– Não me mates, por favor. Eu nem sei quem é o teu primo.

Recolhendo a espada, volta a questionar-me:

– Então, quem sois?

Para evitar problemas, resolvo dizer que vim de um lugar muito afastado e que queria apenas saber mais sobre os costumes deste reino.

Enquanto estamos diante um do outro, penso para os meus botões “Esta cara não me estranha”. Pergunto-lhe, então:

– E tu, quem és?

– Respeitinho, rapazote! Eu sou El-Rei D. Afonso Henriques e tenho poder para te mandar cortar a cabeça.

É mesmo o meu dia de sorte! Tenho comigo o fundador da nação.

Agora, tenho que ganhar a sua confiança para que me mostre o seu Reino e me explique todos os seus planos.

– Desculpai, não queria ofender. Já ouvi falar de vós.

– E o que ouviste dizer?

– Disseram-me que combateu contra a sua mãe e que conseguiu transformar o Condado num Reino. É verdade?

– Sim, é verdade. Eu combati contra os exércitos da minha mãe porque ela acha que Portugal deve continuar a pertencer a Leão.

– AH!…

– Além disso, não gosto muito da maneira de ser do meu primo. Aquele Afonso põe-me os cabelos em pé com a mania de que manda em mim. Mas, sempre que se distrai, ataco o seu Reino.

– Estou a começar a perceber…

– Mas o meu maior problema são os Mouros. Parecem formigas… Não consigo livrar-me deles.

– Era um frasco de Raid

– Um quê?

– Nada, nada, nada… coisas do meu Reino. Continua.

– Tenho pressa. Combinei encontrar-me com o meu “priminho”. Vamos fazer as pazes.

– Também posso ir?

– Podes vir comigo, mas ainda temos muito que cavalgar.

– E qual é o nosso destino?

– Zamora, meu rapaz.

Chegado a Zamora, testemunho a assinatura do Tratado entre os primos, no ano da Graça de 1143.

Entretanto, escapo-me dali para fora, volto para a máquina do tempo e carrego nos botões, outra vez.

Brrrrr… pim, pom,tlic…

Saio da máquina e dou por mim com o teste à minha frente.

Desta vez, a professora vai ficar orgulhosa!

Texto coletivo – 4.º ano, EB1 de Coselhas

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