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A Poesia Saiu à Rua

Hoje, dia 22 de Março, participei numa iniciativa da Biblioteca Escolar que me agradou bastante. Para festejar o Dia Mundial da Poesia saí da escola com alguns colegas rumo ao Hospital Pediátrico, à Escola de Montes Claros e a algumas lojas dizer pequenos poemas.
 Ninguém escapou…Até uns polícias que estavam a multar um automobilista ouviram o poema ” Liberdade” de Fernando Pessoa ! (Será que perdoaram a multa?)
Também  o André Sardet, com quem cruzámos por acaso, foi  brindado com uma poesia.
Na verdade, podemos afirmar que neste dia a poesia saiu à rua.
Ana Cláudia, 8ºD

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Sessão sobre Cultura Chinesa

No passado dia 15 esteve presente na nossa Biblioteca a Dra Helena Carneiro, professora de Língua Portuguesa, que partilhou connosco, numa sessão muito animada, a sua experiência enquanto professora na Universidade de Xangai.
Começou por referir como a marcou uma frase dos alunos locais dizendo que “um professor para nós é um santo porque tem o saber”. Continuou transmitindo as suas impressões sobre vários aspectos da cultura chinesa,ilustrando as suas palavras com a apresentação de variados objectos reveladores muitos deles da grande sensibilidade do povo chinês. Os alunos ficaram extasiados com a delicadeza de muitas das peças apresentadas e mesmo quando se abordou o assunto delicado da gastronomia que inclui iguarias chocantes para a nossa cultura ocidental (cão de língua preta ou cobra, por exemplo) tal referência foi aproveitada para sensibilizar os alunos para a aceitação do diferente e o interesse de não julgar o outro com base em preconceitos.
Para finalizar a sessão, a Drª Helena destacou um objecto ( moinho de orações) igual a outro que tinha trazido para Miguel Torga e que motivou o seguinte agradecimento do Poeta no seu último Diário: 

“Coimbra, 30 de Setembro – Uma andarilha, minha comprovinciana, trouxe-me hoje do Tibete um Moinho de Orações.Bem arranjo me faria, se fosse homem de rosários. Mas não. O estojosinho em latão, que parece um guiso, tem lá dentro preces enroladas, pelos vistos para as aflições. Só que, embora a natureza humana seja idêntica nos cinco continentes, algumas destoam. A minha é dessas. Tão cheia de pecados, que, quanto mais me desobrigo, mais obrigado me sinto. Nenhum sábio ou monge ou espeleólogo dos abismos intímos, em tempo algum, que me conste, foi capaz de esquadrinhar e levar luz a todos os esconsos da alma de um poeta.” 

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Sugestão de Leitura

Este mês sugerimos a leitura do livro «O Principezinho» de Antoine de Saint- Exupéry.

 O narrador desta história é um  piloto que se despenhou no deserto do Sara e aí conhece o Principezinho que pede ao piloto para lhe desenhar uma ovelha.

A partir desse momento a criança fala-nos das suas origens e da sua viagem por vários planetas onde conheceu  um rei, um bêbado, um homem de negócios, um geógrafo, um acendedor de candeeiros e um vaidoso.

O último planeta que o Principezinho visitou antes de voltar para o seu asteróide foi a Terra. Aí o Principezinho aprendeu o significado de “cativar” e de “único” com uma raposa. Com ela aprendeu que somos “únicos” quando alguém nos cativou e passamos a ser responsáveis por esse alguém. Aprendeu também que o “essencial é invisível para os olhos e que só  se vê bem com o coração”.

Este livro fala-nos de muitos valores que foram esquecidos na sociedade de hoje e de como é bom ser criança.